
Pois é.
Houve um tempo que os filhos não tinham acesso aos seus pais. Tempo este, que aos pais cabia a tarefa de prover a família e às mães cabia a administração do lar e educação dos filhos. O pai era poupado de toda e qualquer situação que envolvesse o filho. E assim foi.
Graças à evolução dos tempos e as modificações impactantes da modernidade temos hoje, uma forma afetiva e de marcante presença da figura paterna na vida dos filhos.
A BY MALLEH TRAZ DEPOIMENTOS DE PAIS QUE, ALÉM DE ACOMPANHAREM A VIDA DE SEUS FILHOS, TORNARAM-SE SEUS MELHORES E FIÉIS AMIGOS.
ESPELHO!
Em minha mesa de trabalho rodeado de papéis, que não são poucos, me pego pensando ...
Hoje, dia 19 de julho, alguns comemoram o dia do futebol, mas eu tenho razões mais nobres para comemorar este dia, pois é o “aniversário do meu filho”
Voltei para a mesa de trabalho e me peguei de frente ao “meu espelho” e comecei a refletir sobre minha vida e retomei a lembrança e, em flashes de memória, fui do nascimento de meu filho Marcos Augusto até os dias de hoje. Dei uma pausa no período que acompanhava em seus compromissos como atleta. Desde seus oito anos, dividia as quadras de futebol com os colegas da mesma idade. Confesso que não era fácil acompanhá-lo em todas as atividades e eventos promovidos pelo clube, por vezes peguei-me cansado. Mas este cansaço era trocado pela emoção que sentia cada vez que o via deslizando a bola em busca do gol, fazendo jogadas de craque e conquistando vitórias. Curtia cada vitória, cada jogada, como um torcedor fanático.
Da mesma forma acompanhava minha filha, Helena Cristina, em suas atividades na modalidade atletismo, ainda aos seis anos de idade. Ao observá-la identificava traços de personalidade marcante, o que me fazia crer que seu futuro seria brilhante, não necessariamente como atleta, mas como alguém que conquistaria posições de destaque onde quer que atuasse como profissional.
Eu os olhava com os olhos da preocupação paterna. Os cuidados eram constantes, embora traduzissem, de forma mais branda, comportamentos e atitudes que de alguma maneira compensassem exigências de uma educação rígida - conceitos e valores aprendidos, por mim, em meu processo de educação. Confesso, não é fácil educar. Era o possível para aquele momento. Fazia parte de um período sócio-cultural de transição entre gerações.
Passados alguns anos, vejo hoje que este espelho com que me defronto tem a ver com a criança que fui e tudo aquilo que reflete de meus pais sobre minha vida. Os ensinamentos passados por minha mãe a todos nós, eu e meus irmãos, e os exemplos que meu pai apresentava, significaram todo o alicerce de minha trajetória até hoje. E naquela época eu nem avaliava toda essa importância. Era jovem demais para isto.
E assim, o espelho em que me vejo diante dos exemplos de meus pais, é o mesmo que procuro refletir aos meus filhos através da forma como me vêem imprimir estes valores e conceitos em minha própria vida.
Benê Almeida
De repente me vi pai. Esta missão nobre e complexa ensinou-me muitas coisas. Dois filhos, mais precisamente um casal, Flavia e Bruno. Aprender a trocar fralda, medir a temperatura de uma mamadeira no dorso da mão, decifrar o significado de cada choro, foi fácil, difícil mesmo é educar, dosar entre negar e conceder, ter cuidado com as atitudes.
Somos o exemplo, o espelho, o modelo.
Com meus filhos voltei a manifestar a alegria espontânea da infância, reviver brincadeiras inocentes, passear, assistir desenhos, ir ao cinema, às reuniões escolares, a ser rígido e pastelão, a ser paizão e muito mais que isso. Nossa proximidade os fez crerem que tinham com quem contar nas horas de apelo.
Fomos recompensados, apesar de toda dificuldade que o mundo moderno impõe na educação de um pequeno cidadão, nossos filhos aceitaram os “nãos” e aprenderam com as frustrações. São educados, competentes, são nossas eternas crianças.
Hoje, dois jovens adultos, querem me aposentar como pai. Acham que já sabem tudo.
Apenas entendo!!!
Hoje não sou mais o pai.
Hoje não tenho mais apenas dois filhos.
Hoje tenho dois grandes amigos.
Flavia e Bruno, me curvo em reverência a vocês por terem tido a coragem de manter o poder de escolha e dizer não às propostas maliciosas que o mundo oferece. Mantiveram-se firmes no que acreditam, no respeito à própria vida e conduta.
Tenho certeza que continuarão firmes e serão excelentes profissionais e ótimos pais. Do orgulhoso pai,
Luiz Carlos Augusto
MEUS FILHOS,
Marcus Vinicius e Gustavo Henrique
Apesar de minha total e exaustiva dedicação aos negócios e trabalho da Empresa tenho comigo:
A valorização da vida em família, a importância e os desdobramentos positivos deste convívio harmonioso para minha realização como homem, marido, amigo e pai.
Por pensar assim sei exatamente:
Onde?
Quando?
Com quem?
e, mais
Todos os Para quê? e Por quê? da vida de meus dois“adorados, amigos e companheiros filhos”
Com eles, me vejo em constante processo de reflexão, para cada situação que requer de mim uma postura paterna, mais rígida ao educá-los. Confesso que há momentos que não sei como agir. E é nesta hora que procuro ter o máximo de entendimento reflexivo para além de boas palavras deixar patentes os conceitos morais e éticos que preservo.
Por eles, continuo meu processo de reeducação emocional levando em conta que apesar da idade, sou humano e também preciso, muitas vezes, um bom par de ouvidos para que escutem minhas angústias ou porque não dizer, um grande e generoso colo pra me acolher e me deixar quietinho - só quietinho.
Para eles, curtimos juntos fazer carrinhos de rolimã e depois andar na USP cada um com o seu, fazer e empinar pipas, brincar em pistas de autorama, andar de kart, brincar com barcos e aviões de controle remoto nas áreas reservadas do Parque do Ibirapuera, brincar na quadra de nossa casa, fazer natação, surfar nas praias de Peruíbe, andar de bike, dormir juntos, tomar banho juntos, assistir filmes de terror/romance/suspense, ir ao estádio de futebol, fazer cafuné/cócegas até chorar de tanto rir. Ah, bem lembrado, me vestir de PAPAI NOEL todos os Natais.
E É ASSIM QUE ME VEJO CUMPRINDO UMA DAS MAIS FELIZES TAREFAS QUE DEUS ME DEU SER PAI!
Marco Aurélio Augusto
PADECER NO PARAÍSO...
Cresci ouvindo meus avôs repetindo estas frases:
“Ser Pai é padecer no paraíso”,
“Depois que filho pari, nunca mais barriga enchi...”
Ficava pensando: o que será que isso significa? Sofrer no paraíso? Nunca mais encher a barriga?
Não conseguia ter esta resposta, até o momento em que recebi a notícia que ia ser pai.
“Sofrer?” “Paraíso?” E agora, o que vai acontecer comigo?
São duas condições que não se juntam principalmente no que se refere a filhos.
É certo que educar filhos gera preocupações. Apesar dos clichês que cresci ouvindo, com os meus filhos Alessandra e Tiago entendi que:
Ser pai é aprender com os próprios filhos a criar elos fortes em momentos de turbulência. E o resultado desta união é a satisfação de ter superado dificuldades conquistando assim maior confiança em mim mesmo, pois sabia que desta forma ajudaria meus filhos, num futuro próximo, a confiarem em si mesmos frente aos desafios que a vida impõe.
Hoje sei que o que ouvia de meus avós não traduziu a realidade que vivi em relação aos meus filhos.
Juntos, enquanto cresciam, conseguimos trocar o sofrimento por alegrias, como por exemplo, nos momentos em que andávamos de bicicleta, empinávamos pipas, fazíamos e soltávamos balões, corríamos na chuva, íamos tomar sorvete no Ibirapuera, comíamos pipoca com queijo provolone, íamos ao Mc Donald, curtíamos churrascos em casa com amigos da escola, (...)
E assim o tempo passou, e passou e.... temos muitas histórias para contar. Histórias para rir e para chorar e o melhor deste tempo que não volta mais é que hoje, ao vê-los maduros, profissionais de destaques, excelentes filhos, queridos por todos, amáveis, inteligentes e amorosos vejo completada a minha satisfação de PAI.
Se meus avós estivessem vivos diriam:
“Valeu a pena padecer no paraíso e de não poder ter enchido a barriga em algumas ocasiões”.
Finalmente tenho a resposta para as questões da minha infância.
“Ser pai é viver o paraíso na terra”
“Filhos, saciam de emoções o coração”
Amo vocês e agradeço a oportunidade de tê-los ao meu lado.
Ademir C. da Costa
Nossa!!! Lindos os depoimentos! Conheço os 4 pais, sei q todos são amorosos e dedicados aos seus filhos. Conheço tb os filhos e sei q amam e admiriram seus pais.
ResponderExcluirMas um comentário especial vai ao meu pai: pai vc é presença marcante na minha vida. Aprendi mto com vc. Tudo o q sou, devo a vc e a minha mãe, q me educaram, q me amaram e q me fizeram crescer e florescer!
Amo vcs do fundo do meu coração!
bjão da filha Ale